Raça

Vaca Mirandesa

O berço da Vaca Mirandesa coincide com a área etnográfica onde se fala a língua Mirandesa, um espaço correspondente a pouco mais que o município de Miranda do Douro. Daí expandiu-se para os concelhos adjacentes de Vimioso, Mogadouro, Bragança, Vinhais e Macedo de Cavaleiros, que hoje em dia integram o solar da raça.

Corpulentos, estes bovinos são compridos, largos e bem musculados, possuindo cabeça pequena, com cornos de comprimento médio e de cor esbranquiçada, enegrecidos nas pontas. O pelo é aloirado, escurecendo gradualmente nas extremidades, sendo os machos mais escuros do que as fêmeas. Têm temperamento manso mas enérgico. Com um notável instinto maternal, as fêmeas garantem a segurança das crias, em ataques de predadores como o lobo. De grande rusticidade e bem adaptadas ao meio ambiente, estes bovinos não necessitam de grandes cuidados clínicos.

Criado maioritariamente em regime extensivo, o gado bovino mirandês alimenta-se em pastagens naturais, os chamados lameiros, que constituem parte da paisagem do Nordeste Transmontano, com uma composição florística muito própria, contribuindo assim para a biodiversidade dos ecossistemas.